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NIM INDIANO INVADE GUANAMBI E AMEAÇA ESPÉCIES NATIVAS

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Quarta-Feira, 12 de Julho de 2017



O  cultivo do nim indiano, árvore introduzida na região de Guanambi, na década de 90, com o intuito de ser utilizado como pesticida natural em lavouras,  tem gerado polêmica.


O que poucos sabem, é que o nim, somente pelo fato de não ser uma espécie nativa do Brasil e muito menos da caatinga, já representa uma ameaça real a nossa biodiversidade. A planta que   se adaptou com sucesso ao clima semiárido, pelo fato de conseguir acessar a água nas camadas mais profundas do solo, tem   crescimento relativamente rápido, fornecendo sombra poucos meses após o plantio,  mas possui alto poder de toxicidade para a biodiversidade da caatinga. De acordo com o agrônomo Ednei Magalhães, especialista em apicultura da CEPLAC, de Itabuna, realmente existe toxicidade para as abelhas, já que o néctar e pólen intoxicam e matam os insetos, particularmente as abelhas nativas, que são de extrema importância na polinização das flores da caatinga e  de várias culturas agrícolas praticadas no Vale do São Francisco. Em consequência da polinização comprometida há uma sensível diminuição na produção de frutos.


"Manipulada de forma correta, o nim tem inúmeros benefícios. Mas deveria ser restrita aos laboratórios e universidades para trabalharem seus produtos. O que não concordamos é a forma como essa árvore está sendo incorporada no bioma caatinga, de forma incontrolada", destaca  o ambientalista Jorge Moura.


Para o botânico e engenheiro agrônomo, Antônio Sérgio Farias, o nim não é adequado para arborização e jamais para o reflorestamento, que tem que ser feito com plantas nativas.


 


Jornal Popular


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