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PREJUÍZO DO GOVERNO DA BAHIA NA FRAUDE DOS RESPIRADORES É ESTIMADO EM 10 MILHÕES

COVID-19

Terça-Feira, 02 de Junho de 2020

A fraude na venda de 300 respirados para o Consórcio Nordeste rendeu um prejuízo de cerca de R$ 10 milhões ao governo da Bahia. Os valores foram estimados pela delegada à frente do inquérito, a coordenadora do setor de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública da Polícia Civil, Fernanda Asfora, na manhã desta segunda-feira (1º). Na ocasião, ela participava da coletiva de imprensa para detalhar os desdobramentos da Operação Ragnarok, deflagrada em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.





De acordo com Fernanda, o valor unitário dos respiradores foi de "mais ou menos R$ 160 mil" e os demais estados do Nordeste pretendiam adquirir 30 unidades cada um, elevando o custo deles para R$ 4,8 milhões. Como a Bahia compraria 60 unidades, a conta do estado chegou a R$ 9,6 milhões, totalizando os R$ 48,7 milhões previstos no contrato e pagos antecipadamente.



A delegada conta que a empresa contratada, a HempShare, disse que os respiradores viriam de uma fabricantes chinesa, mas após sucessivos atrasos, alegou que todos os ventiladores tinham registrado defeito na válvula de escape e sugeriu que uma empresa sediada no Brasil, a BioEnergy, fornecesse os equipamentos. Só que essa proposta não foi aceita pelos estados porque a suposta fabricante não tinha autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o serviço.



"A investigação já começou com foco na negociação com essa empresa chinesa", explica Fernanda. "O Consórcio teria contratado equipamentos importados da China e, diante do descumprimento total, essa empresa teria apresentado essa solução. (...) Tudo indica que eles já tinham isso em mente desde o princípio", acrescenta.



Iniciada a partir de uma notícia crime apresentada pelo conjunto dos estados nordestinos, a apuração levou ao cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, dois deles em Salvador, e três mandados de prisão temporária, dois no Rio e um no Distrito Federal.



Ao chegar na suposta fabricante brasileira, em Brasília, a polícia apreendeu um respirador. Para Fernanda, a suspeita é de que a empresa tinha duas ou três unidades que usava como mostruário para realizar suas negociações. Porém, a fábrica ainda estava em processo de montagem.


FONTE: BAHIA NOTÍCIAS- FOTO: POLÍCIA CIVIL-DF





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