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RUI COSTA CONFIA EM VITÓRIA HISTÓRICA

ELEIÇÕES- 2018

Sábado, 06 de Outubro de 2018

A 24 horas de ter ou não renovado seu mandato como governador da Bahia, Rui Costa é um homem tranquilo e confiante. Ele sabe que trabalhou pelo Estado como poucos, que realizou importantes projetos, como o metrô e as policlínicas no interior, isso para ficar apenas nesses dois, e sonha em sequenciá-los. Sua primeira mensagem fechando o ciclo de entrevistas feitas pela Tribuna com os candidatos ao governo tem como foco a paz: "O povo quer a nova política, a pacificação do país. Peço a Deus que o este domingo seja de paz na Bahia e no Brasil. Vamos colocar o país no mesmo ritmo de correria da Bahia, com desenvolvimento e inclusão. Quero deixar uma mensagem de esperança, de confiança no nosso estado, nosso país".


E segue defendendo os valores da família, família que o acompanhou em toda a campanha: "Desejo um Brasil de paz e harmonia, de mais valores da família. Os brasileiros não suportam mais esse clima de ódio na política. Acredito que o País reencontrará o caminho do crescimento. Precisamos de um presidente que goste do Nordeste, que respeite e trabalhe pelo povo que mais precisa. E esse presidente é Haddad, estamos juntos em nome de Lula". 


Para Rui, que encerra hoje sua campanha com uma caminhada em Feira, reduto de seu principal adversário, Zé Ronaldo, os desafios são grandes pela frente, mas ele acredita num Brasil forte, pronto a superá-los. Veja o que pensa e projeta Rui para cada setor da administração pública ou de desafios no Estado:


Tribuna da Bahia - Qual o grande projeto que o senhor poderia dizer que marcou sua administração?


Rui Costa - Conseguimos tirar o metrô do papel. O metrô era motivo de vergonha para nós, baianos. Éramos tratados como piadas nos outros estados por causa disso. E vamos fazer mais. Em Salvador, a transformação da mobilidade urbana vai seguir a passos largos. Vamos implantar o Tramo 3 da Linha 1 do Metrô, que ligará a Estação Acesso Norte até Cajazeiras. Também está garantida a ampliação do Metrô em Lauro de Freitas.


Na Região Metropolitana de Salvador, já investimos em obras importantes de infraestrutura e mobilidade, a exemplo do Anel Viário de Candeias e da Via Metropolitana, mas o povo exige e merece mais. Além disso, o início das obras do VLT está cada vez mais perto, e pelo menos 200 mil usuários por dia vão poder programar o deslocamento e ter mais tempo pra ficar com a família. A implantação do VLT de Salvador a Simões Filho visa melhorar as condições de mobilidade e ampliar o acesso da população ao Subúrbio. O VLT se desloca com propulsão elétrica, sem emissão de agentes poluentes que prejudicam o meio ambiente.


Também vamos realizar o sonho que vem desde a década de 60, e construir o novo eixo viário de saída para a capital, o SVO, que inclui a ponte Salvador-Ilha de Itaparica, além de viadutos e túneis que beneficiarão cerca de 10 milhões de baianos, em 200 municípios. O projeto Sistema Viário Oeste (SVO) é sonho antigo dos baianos, de ligação rodoviária entre a capital e a Ilha de Itaparica.


Tribuna - A Educação sofreu algumas críticas nesse seu primeiro mandato. O que o senhor projetou, se eleito, para os próximos quatro anos no setor?


Rui - Uma das nossas prioridades será o ensino profissionalizante e as escolas de tempo integral. Queremos que nossas escolas sejam espaços cada vez mais acolhedores. Por isso investimos nas Escolas Culturais e estabelecemos a meta de construir 600 quadras poliesportivas cobertas a partir de 2019. Também vamos ampliar projetos como o Primeiro Emprego, Partiu Estágio e Mais Futuro, que garantem mais oportunidades para nossa juventude. Nossas propostas priorizam a formação e geração de oportunidades para inclusão dos jovens. O programa Primeiro Emprego Programas beneficia egressos e estudantes da educação profissional e tecnológica, com melhores resultados, e já selecionou 6,5 mil jovens para postos em Salvador e municípios do interior. 


Educação é o que transforma o ser humano, e eu mesmo sou um exemplo disso. Nos últimos quatro anos, através do programa Educar para Transformar, introduzimos projetos que visam promover o protagonismo estudantil. Estamos requalificando nossas escolas para que elas sejam espaços de circulação e produção da diversidade cultural do território de identidade onde está inserida.


E não podemos esquecer que realizamos concurso público, mesmo em um cenário de crise, para contratar mais professores e coordenadores pedagógicos. Investir em nossos servidores também é fundamental para continuar transformando nossa juventude, garantindo um futuro melhor para todos.


Tribuna - A saúde é uma das maiores carências da sociedade, principalmente nesses tempos de crise, com a classe média deixando os planos, o que fazer para torná-la mais acessível aos baianos?


Rui - É nossa meta ampliar a regionalização da saúde, levando assistência médica para a população que mora nos locais mais afastados da nossa Bahia. O sistema público precisa cuidar da saúde das pessoas, e não só da doença. A política de saúde pública deve ser de prevenção, com policlínicas regionais, atenção básica fortalecida e hospitais de referência nos grandes centros. As pessoas devem fazer seus exames e consultas com regularidade, descobrindo e tratando as doenças antes que se agravem. 


A regionalização da saúde, com implantação de 19 policlínicas, inauguração de sete novos hospitais e a abertura de 1,5 mil novos leitos já é realidade na Bahia. Uma das principais metas para o novo mandato é a implantação da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), nos municípios do interior da Bahia. Essas unidades são equipadas com UTI, capacidade para cirurgias gerais, oncológicas e ortopédicas, além de quimioterapia e radioterapia.


Também vamos estabelecer parceria com os municípios para garantir a implantação de postos de saúde. É na atenção básica que garantimos a prevenção às doenças, portanto vamos avançar nesse sentido. Fizemos muito, mas quando o assunto é saúde pública eu sou incansável. Um exemplo disso é o Mutirão de Cirurgias, que levamos a todas as regiões do estado. Depois de bater a meta de 13 mil cirurgias, nada de parar. Avançamos ainda mais e realizamos mais de 15 mil procedimentos.


Os baianos e baianas podem se orgulhar quando o assunto é saúde pública. Somos o estado brasileiro que mais investiu em saúde pública nos últimos quatro anos. Quero continuar fazendo da Bahia uma referência para o Brasil nessa área.


Tribuna - A Infraestrutura e nossas estradas, o que esperar daqui para frente?  


Rui - A estrada não passa só caminhão e carro, passa o desenvolvimento de cada cidade da Bahia, e é por isso que estamos fechando o ano com 5 mil quilômetros de estradas construídas e recuperadas. Nossa meta é fazer muito mais, porque vamos entregar uma usina de asfalto para cada território de nosso estado. São estruturas completas, fábricas de estradas, que vão viabilizar a cada município a recuperação das próprias estradas mais rapidamente. O processo é construído em parceria com as prefeituras, com consórcios municipais, a exemplo da bem-sucedida experiência com as policlínicas regionais. Visa valorizar e fortalecer os consórcios intermunicipais como parceiros. É nosso compromisso prioritário na área de infraestrutura e logística, construir e recuperar mais 4 mil quilômetros de rodovias, até 2022.


Tribuna - Dizem que o governante não gosta de investir em saneamento básico porque é uma obra que não aparece. Mas o Estado precisa, não? 


Rui - Claro. Infraestrutura hídrica e saneamento são prioridades no nosso governo, pois isso significa cuidar das pessoas. O nosso programa, iniciado por Wagner em 2007, serviu de exemplo para o que hoje é feito no âmbito federal. De 2015 a 2018, foram investidos R$ 2 bilhões em água e R$ 600 milhões em esgotamento sanitário. Isso soma R$ 2,6 bilhões investidos em saneamento (água e esgoto). Na conta do PAT (Programa Água para Todos), mais de 70 mil cisternas construídas e nove barragens em construção, recuperação e ampliação. Água de qualidade para mais de 2,7 milhões de baianas e baianos, contando apenas o período de 2015 a 2018.


Agora, vamos continuar garantindo o investimento nessas áreas, com a construção de grandes barragens, a exemplo da que entregamos em Itapé, a Barragem do Rio Colônia, que transformou a realidade de toda a região de Itabuna.


Tribuna - A Segurança pública tem sido um desafio para governantes estaduais e para o governo federal. Como a Bahia vai enfrentar o crime num eventual segundo governo do senhor?


Rui - Vamos ampliar os nossos investimentos em segurança pública. Além de realizar novos concursos das Polícias Civil e Militar, vamos dar continuidade ao que fizemos nos últimos quatro anos, capacitando as nossas polícias com novos equipamentos e viaturas. Vamos colocar em prática o projeto de vídeo-monitoramento com reconhecimento facial, que possibilita identificar suspeitos de crimes de forma rápida e segura. A segurança pública exige cada vez mais o investimento em inteligência, além de melhorias dos índices sociais. E com Fernando Haddad na presidência, teremos o reforço do governo federal no combate ao crime organizado.  


Contratamos 6.500 policiais, nos últimos quatro anos, e no início do ano que vem vamos fazer outro concurso público na polícia civil, para completar o provimento de rodízio e finais de semana com delegados e policiais. Nosso governo é o que mais contratou policiais na história recente da Bahia e renovou 100% da frota. No período, os baianos receberam mais de R$ 600 milhões em investimentos em segurança pública, seja com a entrega de novas estruturas ou com a contratação de policiais. Para o próximo quadriênio, vamos seguir no aprimoramento da gestão e infraestrutura das polícias, com recomposição dos efetivos, valorização dos profissionais e maior eficiência na atividade policial.


Tribuna - Mas parece que é como carregar água num cesto. O governo investe, mas a violência continua aí, infelicitando e enlutando famílias.


Rui - Realmente. O número de mortes violentas no Brasil é muito preocupante. Com muito esforço, conseguimos reduzir os homicídios na Bahia, mas o desafio é muito grande e exige, na minha opinião, participação efetiva e permanente do governo federal, o que já foi garantido por Haddad. É preciso um controle maior das nossas fronteiras pra evitar a entrada de drogas e de armas. Também é imprescindível que seja feita uma mudança no código penal. Precisamos de leis mais rigorosas em relação a crimes como homicídio. 


E, obviamente, é fundamental que haja prevenção à violência. Para isso, é importantíssimo investirmos em educação básica, darmos oportunidade para nossos jovens. E por fim, aquilo que é a base da nossa vida: a família. Precisamos de laços familiares que ajudem a construir uma sociedade cada vez melhor, de paz e fraternidade. Acredito que a família e a fé em Deus, independente de religião, são muito importantes para vivermos dias melhores.


Tribuna - Sua gestão deu uma atenção especial para a agricultura familiar. Ela vai seguir entre as metas básicas de uma segunda gestão do senhor?


Rui - A Bahia tem o maior número de agricultores familiares do Brasil. São quase R$ 3 milhões de baianos e baianos que sobrevivem da agricultura familiar. É por isso que estamos investindo forte, R$ 1,2 bilhão em vários projetos, formando agroindústria, melhorando a comercialização, apoio na assistência técnica e também na mecanização agrícola. Com isso nós vamos melhorar a renda do agricultor e deixar a economia de cada cidade muito mais forte. Podemos dizer que é um dos negócios com maior capacidade de transformação no interior do estado. Uma indústria que está garantindo qualidade de vida a milhares de baianos.


Tribuna - Para encerrar, o que o senhor espera do Brasil nesses próximos 4 anos?


Rui - Temos a convicção que vamos superar essa crise e fazer o Brasil feliz de novo. Minha expectativa é que o Brasil volte a crescer e ter paz, que os interesses humanos estejam acima dos interesses políticos. É assim que o nosso candidato à presidência, Fernando Haddad, vai trabalhar por todos os brasileiros.


TRANSCRITO DO PORTAL TRIBUNA DA BAHIA


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