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RUI COSTA DIZ QUE PRESIDENTE BOLSONARO "É UMA METRALHADORA DISPARANDO AGRESSIVIDADE"

Política

Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2020

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), voltou a criticar, ontem, o comportamento de Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que o presidente é uma “metralhadora giratória disparando agressividade”. Vinte governadores brasileiros divulgaram uma carta, anteontem, em que criticaram a fala de Bolsonaro sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega. O chefe do Palácio do Planalto afirmou que foi “a polícia da Bahia, do PT” que matou o ex-capitão do Bope.


“O documento foi não só uma solidariedade à Bahia, mas para chamar a atenção do País para que é preciso restabelecer relações republicanas, de respeito. Quais são as prioridades do momento no País? Não podem ser agressões ou resolver problemas familiares. As prioridades são as dificuldades vividas pelo povo. Há uma inquietação grande dos governadores por causa dos sucessivos ataques. Em um ano, o presidente já atacou a Paraíba, o Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo. Enfim, é uma metralhadora giratória disparando agressividade. Não é possível isso. Nunca se viu isso na história recente do País. Não tem o mínimo de comportamento civilizatório, ético, que se quer de um presidente da República. Espero que, com o documento, o presidente possa repensar suas atitudes. O documento solicita também mais uma audiência com o presidente para que o diálogo se restabeleça”, disse Rui Costa, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo.


O governador baiano disse desconhecer o motivo de Bolsonaro insistir na tese de que Adriano foi executado pela polícia. “Não sei, não sou analista. Mas isso, talvez, não saia da cabeça dele e dos filhos dele. Talvez seja um problema tão grave que ele deve acordar, almoçar, jantar e dormir pensando 24 horas nisso. Só pode ser, porque ele está há quatro, cinco dias obcecado falando disso. É como se estivesse com receio de alguma coisa ser descoberta. Hoje (quarta-feira), ele falou dos telefones (os aparelhos apreendidos pela polícia na operação que levou à morte de Adriano). O material todo foi enviado judicialmente ao Rio de Janeiro, usando os meios legais, e quem irá apurar isso é o Ministério Público do Rio. O que toma conta dos brasileiros é a perplexidade: todo mundo perplexo com um presidente da República que há uma semana só pensa nisso. O País não tem problemas, não tem dificuldades? É falta do que fazer, do que cuidar?”, afirmou.


Rui Costa defendeu ainda que seja construída uma unidade entre as oposições a Bolsonaro. “Não artificial, mas de valores. Um governo tem que se propor a solucionar os problemas mais graves, aqueles que alcançam a maioria do País. Segurança Pública é um problema gravíssimo, então precisamos discutir e apontar problemas que não passem apenas pela área policial, militar, mas por uma discussão mais ampla que passa por todo o sistema judicial brasileiro. No Brasil, infelizmente, o sucesso das investigações é muito baixo e o das condenações, menor ainda”, declarou. O baiano, que sonha em ser candidato a presidente da República, se esquivou quando questionado se o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), é um bom nome para protagonizar a unidade.


“Tenho dito que acho prematuro a discussão de nomes para 2022. Até porque não estamos precisando de salvadores da pátria, não é isso que o Brasil precisa. O que nós precisamos é de um conjunto de políticas, de uma ampla unidade da sociedade. Eu acho que precisamos de um projeto de Nação. Não é primeiro o nome, depois o projeto. O nome vem depois, para discutir quem vai implementar o programa. Precisamos construir essa unidade mais ampla possível da sociedade, para evitar uma excessiva fragmentação, que tem sido outro problema. Acho que todos os nomes cotados podem e devem descer um pouco o degrau de sua vaidade pessoal e, juntos, irmos construindo uma unidade de Nação, programática, para depois definirmos quem é o nome mais apropriado para implementar o programa que for elaborado”, pontuou.





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