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EM CRISE FINANCEIRA, CÂMARA DE IGAPORÂ DIMINUI SALÁRIO DOS VEREADORES

Política

Segunda-Feira, 29 de Janeiro de 2018

A crise econômica que trouxe dificuldades financeiras à administração pública brasileira, notadamente nos pequenos municípios, parece que criou a solução para um impasse entre a população de Igaporã e as decisões adotadas pela Câmara de Vereadores.



Nos últimos meses, nossa reportagem acompanhou as manifestações da população exigindo redução no subsídio dos vereadores, como ocorreu com os salários da Prefeitura Municipal. No entanto, os apelos populares não foram atendidos e os vereadores, além de não reduzirem os subsídios, ainda aprovaram o projeto que lhes concede o benefício do décimo terceiro salário e o abono de 1/3 de férias.



No último dia 22 de janeiro a cidade foi surpreendia pela publicação do Decreto Legislativo número 1, no qual o vereador Gerson Pereira Reis – Nego –, presidente da Casa, determinava a redução de 12% em todos os salários e subsídios pagos pela Câmara – vereadores, diretor administrativo, assessor jurídico, cargo de chefia, controlador interno, entre outras funções.



Na mesma data, o Presidente divulga uma comunicação oficial explicando que embora o 13º salário e o terço de férias tenham sido aprovados, não há previsão para serem adotados, segundo ele, devido às dificuldades econômicas e para atender às reivindicações da população.



A reportagem da Rádio Igaporã ouviu diversos integrantes do Legislativo e do Executivo Municipal, obtendo explicações sobre os motivos que provocaram a redução de salários na Câmara.



Segundo um dos interlocutores ouvidos, a atitude do Presidente do Legislativo municipal não foi baseada no atendimento às expectativas da população, mas, para atender a uma necessidade financeira que inviabilizou a manutenção das despesas com folha de pagamento nos níveis atuais.



“Como é notório os municípios brasileiros, devido a diminuição dos repasses federais (FPM) e diminuição na arrecadação tributária, houve consequente redução de receita. Igaporã não ficou fora, por esse motivo, o duodécimo da Câmara Legislativa de Igaporã-Ba, teve uma redução de 12,81%. Essa diminuição levou a uma redução no repasse mensal para o legislativo municipal que era de R$ 159.000,00 para R$ 138.601,40 mês. Assim, por esse motivo e nada mais, o Presidente da Câmara municipal de Igaporã-Ba, para equiparar a redução de receita, teve que reduzir os subsídios dos vereadores para 12%. Uma redução que foi obrigado a fazer. Não foi uma resposta ao povo de Igaporã. Foi para equilibrar a receita financeira. Caso isso não acontecesse não haveria redução dos subsídios, bem como, suspensão de pagamento de férias + 1/3 CF e 13º salario para vereadores. O povo não pode ser enganado”, comentou.



Cristiano Fádel



Jornalista MTE 5707/BA





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