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LUCRO DA EMBASA CRESCE 485% EM TRÊS ANOS

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Segunda-Feira, 22 de Abril de 2019

Nos últimos três anos fiscais, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) assistiu o seu lucro líquido crescer quase cinco vezes. Cotada para se tornar uma Parceria Pública Privada (PPP) - considerada uma ameaça de privatização por representantes sindicais -, a companhia fechou o ano de 2017 com uma arrecadação líquida de R$ 180 milhões, valor recorde e superior aos R$ 37 milhões registrados em 2015. Os dados referentes a 2018 ainda não estão disponíveis.



Apesar do ganho de 485% em lucro líquido nos três anos, o atual presidente da Embasa, Rogério Costa Cedraz, defende que o faturamento corrente não consegue arcar com a demanda por investimentos em água e saneamento na Bahia. Por isso, o melhor caminho para a empresa, defendido pelo diretor, seria buscar mais recursos no setor privado.



“O governo da Bahia tem trabalhado para universalizar os serviços de saneamento e investido na capacidade do setor, mas está cada vez mais difícil realizar a tarefa sem recursos do governo federal e do Orçamento Geral da União”, falou Cedraz. A Embasa alega que reinveste quase a totalidade do seu lucro líquido em obras para o setor em que atua, mas mesmo assim não consegue atender as demandas.



“A companhia tem que buscar outras fontes de investimento, como Parcerias Público-Privadas e financiamentos”, completou Cedraz.



Até 2015, os anos fiscais da Embasa variaram por problemas de estiagem no estado, de acordo com o relatório de demonstrações financeiras da empresa de 2016. Para Cedraz, o lucro líquido recorde registrado no exercício de 2017 foi resultado de um enxugamento na empresa para garantir mais eficiência ao serviço. “Implantamos a Gestão Matricial de Despesas (GMD) e fizemos o que foi possível para a melhoria nas cobrança”, também destacou o presidente.



A Embasa deve divulgar o resultado do seu exercício em 2018 na próxima semana. A empresa ainda passará por mudança na diretoria. O ex-Odebrecht Claudio Vilas Boas é cotado para assumir o comando da companhia para aumentar diálogo com setor privado, mas pode esbarrar na Lei Geral das Estatais.



 





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