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PRESIDENTE BOLSONARO CRITICA ISOLAMENTO E DIZ QUE TEM "IDIOTAS QUE ATÉ HOJE FICA EM CASA".

Política

Terça-Feira, 18 de Maio de 2021

Por Tribuna da Bahia e agências


O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), conversou com apoiadores na manhã de ontem e chamou de "idiotas" aqueles que seguem as medidas restritivas de combate ao novo coronavírus, como o isolamento social. Bolsonaro aproveitou para elogiar o agronegócio brasileiro que, segundo o capitão, não parou durante a pandemia da covid-19 e garantiu alimentação para aqueles que não saíram de casa.


"O agro realmente não parou. Tem uns idiotas aí, o 'fique em casa'. Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa. Se o campo tivesse ficado em casa, esse cara tinha morrido de fome, esse idiota tinha morrido de fome. Daí, ficam reclamando de tudo", declarou o presidente.


A declaração foi feita para apoiadores que estiveram no Palácio da Alvorada, que endossaram as falas de Jair Bolsonaro. O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem também que é "imorrível" e "incomível", além de "imbrochável", termo que já utilizou outras vezes. 


“Fica tranquilo. Olha, já falei que sou imorrível, já falei que sou imbrochável e também sou incomível”, disse. O presidente costuma repetir desde o primeiro ano de governo que é "imbrochável". Ele usou o termo, por exemplo, durante manifestação de apoiadores do seu governo em Brasília no sábado. “Não foi, não está sendo e sei que não será fácil. Mas o que esses caras não entendem é que eu sou imbrochável”, ao discursar no protesto.


Filiação


Em busca de um partido para disputar a reeleição em 2022, o presidente Jair Bolsonaro não deve mais optar pelo PRTB, com quem negociava. A presidente nacional da sigla, Aldineia Fidelix, negou entregar a Bolsonaro o comando da legenda, condição imposta por ele para se filiar. A decisão da viúva de Levy Fidelix, que morreu no mês passado, inviabiliza a entrada de Bolsonaro no partido, segundo afirmaram ao Estadão interlocutores do presidente. 


A conversa com Bolsonaro era conduzida pelos filhos de Levy, fundador do partido, após a morte do pai. O fator determinante para a filiação de Bolsonaro seria a disposição da legenda em dar carta branca a ele para alterar o comando de diretórios estaduais e ter peso nas decisões da Executiva Nacional. Essa condição, porém, não foi aceita por Aldineia.


Em abril, Bolsonaro recebeu os três filhos de Levy Fidelix em Brasília, uma semana após a morte do até então presidente da legenda. Levy Filho, Karina e Lívia estiveram no Palácio da Alvorada em uma reunião que também contou com a presença de Karina Kufa, advogada eleitoral do presidente, e do ministro do Turismo, Gilson Machado.


Levy Filho, que é secretário-geral do PRTB, e desempenha o papel de articulador político da sigla, era o mais entusiasta da ideia de filiar Bolsonaro no partido, que não tem nenhum representante no Congresso e é considerado nanico. Ele se dispôs a dar total controle da sigla ao presidente da República. No entanto, a irmã Karina Fidelix resistia. Ela tem pretensões de exercer, ao lado do marido, Rodrigo Tavares, presidente do PRTB-SP, o comando da legenda. Livia, por sua vez, não demonstrou ter opinião fechada sobre dar ou não o aval a Bolsonaro para tomar o PRTB da família. Auxiliares do presidente da República afirmaram que não faria sentido Bolsonaro ir para um partido pequeno e não ter o total controle sobre ele.





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