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PREÇO DA CESTA BÁSICA JÁ ULTRAPASSA METADE DO SALÁRIO MINÍMO EM JANEIRO

Alimentação e saúde

Quinta-Feira, 03 de Fevereiro de 2022

O preço da cesta básica em Belo Horizonte, durante janeiro de 2022, ultrapassou a metade do valor do salário mínimo dos trabalhadores. Com o alto volume de chuva em todo o Estado, a produção de hortifrutigranjeiros foi comprometida, elevando o custo de legumes e verduras em mais de 10% na cidade e pressionando o gasto com alimentação. Os principais aumentos foram observados na batata inglesa, que cresceu 33%, e do tomate, com alta de 18%. 



Os dados foram apresentados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis (Ipead) da UFMG. A instituição mediu um custo de vida 2% maior na capital mineira nos primeiros 31 dias de 2022 por meio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além das questões climáticas, os gastos com alimentação também sofrem impacto da inflação acumulada na cidade, que chega a 10,79% nos últimos 12 meses.



A pesquisa mostrou que o valor do custo da cesta básica aumentou 4,66% em janeiro e chegou a R$637,20. Por outro lado, o salário mínimo que entrou em vigor no início do ano é de R$1.212. A proporção do valor do vencimento sobre a média da cesta é de 52,57%. Além da batata e do tomate, outro produto tradicional na mesa dos brasileiros que teve aumento relevante de preço foi o café moído, que subiu 8,65%.



O pacote do grão, inclusive, já é encontrado a mais de R$18 nos supermercados. Também com alterações estão os valores do leite com crescimento 5,95% e do corte da chã de dentro que sofreu elevação de 4%. De acordo com o gerente de pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, a cesta básica sofreu um impacto em produtos que, geralmente, não passam por alterações de valores. 



“Com a alta concentração de chuvas houve elevação significativa dos alimentos in natura. São produtos com menor peso inflacionário, mas que impactaram na alta de preço”, analisa. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), somente nos dez primeiros dias de janeiro, Belo Horizonte registrou mais de 500 milímetros de precipitação. O intenso volume resultou em perdas nas lavouras, diminuição da oferta e salto no preço de legumes, verduras e hortaliças, como mostrou OTempo.



O cenário, conforme Antunes, pressiona principalmente as famílias com renda mais baixa. “Quanto menor o rendimento, mais as pessoas vão gastar para alimentação. Quando se tem produtos comuns do dia-dia sofrendo variações significativas, o orçamento das famílias vai se corroer”, analisa. Para aliviar o bolso, muitas famílias podem cortar o consumo de alguns produtos, prevê Eduardo. 



“Em muitos casos não é possível fazer uma substituição por outro produto mais em conta. E quando se consegue fazer, acaba aumentando a demanda a outro produto que também vai subir de preço”, comentou Antunes ao lembrar da alta no preço do peixe, em decorrência do aumento da procura pelo pescado. 



Serviços 



O levantamento do Ipead também indica um aumento de 10,18% no custo dos empregados domésticos em Belo Horizonte, durante janeiro. Os gastos com transporte, combustíveis, energia elétrica, água, comunicações e IPTU tiveram um crescimento médio de 2,64% no mês, e de 16,45% se comparado com os últimos 12 meses.  



Para quem tem dívidas com cartão de crédito, a taxa de juros a ser cobrada em débitos em atraso está mais alta até mesmo do que a taxa selic definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O órgão do Banco Central definiu o índice está em 10,75% ao ano, enquanto o percentual que incidirá sobre as faturas dos usuários de cartão de crédito em BH é de 12,63%, 



“Se você tem um boleto de R$1 mil, mas só pagou R$800, os R$200 vão para o outro mês. Na próxima fatura o consumidor terá o valor normal, só que o valor pendente do último mês vai ter um acréscimo de 12,63%”, explicou Antunes.





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