Em 1877, o planeta enfrentou um dos El Niños mais extremos já registrados, provocando secas severas, perdas agrícolas e contribuindo para uma grande crise de fome entre 1876 e 1878.
Quase 150 anos depois, 2026 volta a chamar atenção. O El Niño está se fortalecendo rapidamente no Pacífico, e a NOAA aponta mais de 90% de chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte no outono e inverno de 2026–27
Para outubro a dezembro, há ainda 69% de chance de um evento considerado histórico, segundo os critérios utilizados para comparar os grandes El Niños desde 1950.
A comparação com 1877 não significa que a história irá se repetir, mas mostra a dimensão do fenômeno que pode estar se formando.
No Brasil, os efeitos podem variar conforme a região, com possíveis mudanças nos padrões de chuvas, estiagens e temperaturas, afetando agricultura, reservatórios, energia e o risco de eventos extremos.
A diferença é que, hoje, satélites e modelos climáticos permitem acompanhar o fenômeno em tempo quase real. O alerta está lançado: se 2026 entrar para a lista dos grandes El Niños da história, seus efeitos poderão ser sentidos muito além do Pacífico.