Os primeiros efeitos do El Niño já estão sendo observados em diversas regiões do Brasil e a tendência é de que o fenômeno ganhe força nos próximos meses. Especialistas alertam que o país poderá enfrentar um dos eventos mais intensos das últimas décadas.
Segundo a meteorologista Nádia Campos, do canal Tempo e Dinheiro, o Brasil já está sob influência do chamado Super El Niño. No entanto, os impactos mais significativos sobre a Região Nordeste deverão ocorrer a partir do último trimestre de 2026, especialmente entre os meses de setembro e dezembro.
De acordo com as projeções climáticas, o fenômeno poderá provocar redução das chuvas em grande parte do Nordeste, aumento das temperaturas, intensificação das ondas de calor e maior risco de estiagens prolongadas, afetando o abastecimento de água, a agricultura e a pecuária.
Enquanto isso, a Região Sul deverá registrar chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e deslizamentos, cenário típico associado aos eventos de El Niño.
Órgãos oficiais de monitoramento climático, como o INPE, INMET e CEMADEN, confirmam que o fenômeno já está configurado e apontam alta probabilidade de permanência até o início de 2027, com possibilidade de atingir intensidade muito forte.
Especialistas recomendam que produtores rurais, gestores públicos e a população acompanhem os boletins meteorológicos e iniciem medidas preventivas para reduzir os impactos do fenômeno, principalmente nas regiões mais vulneráveis à seca.