A história de Brejinho das Ametistas, distrito de Caetité (BA), localizado à 66 km de Guanambi, tem início no século XVIII, com a descoberta e a exploração da ametista. O achado do quartzo roxo atraiu garimpeiros de diversas regiões do país e deu origem a uma comunidade vibrante, fortemente dependente da atividade mineradora.
O próprio nome do distrito surgiu a partir dessa riqueza natural, que por décadas movimentou a economia local e alimentou o sonho de prosperidade de centenas de famílias. No entanto, na década de 1950, a suspensão da mineração provocou um duro impacto econômico. Sem alternativas de trabalho, muitos moradores foram obrigados a deixar a localidade em busca de melhores condições de vida.
Hoje, ainda funcionam alguns garimpos, mas pouco em relação ao passado, uma época de ouro que ficou na história do distrito.
Brejinho das Ametistas também é conhecido nacionalmente por ser a terra natal do cantor Waldick Soriano, um de seus filhos mais ilustres, além de sua tradicional ligação com os minérios.
Atualmente, o distrito é uma pequena comunidade que carrega com orgulho o seu passado, mas que enfrenta desafios para reescrever sua trajetória, buscando novos caminhos de progresso e desenvolvimento, sem esquecer as raízes que moldaram sua identidade.
No último fim de semana, a reportagem do Jornal Popular esteve no distrito de Brejinho das Ametistas, conhecendo de perto sua história, seus antigos casarões, o passado glorioso e os famosos garimpos que marcaram época. A visita foi rápida, mas representou uma verdadeira aula sobre os tempos do garimpo na região e sobre a importância do distrito para a formação econômica e cultural do município de Caetité.
Fotos: André Koehne- Jornal Popular- PMC

