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SAFRA RECORDE MANTÉM A BAHIA COMO UM DOS MAIORES PRODUTORES DO PAÍS

Por Marcos Vitório– A Bahia deve registrar, pelo segundo ano consecutivo, uma safra recorde de grãos. A estimativa de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), manteve a previsão de uma produção de 13,26 milhões de toneladas em 2026. O volume é […]

Por Marcos Vitório

A Bahia deve registrar, pelo segundo ano consecutivo, uma safra recorde de grãos. A estimativa de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), manteve a previsão de uma produção de 13,26 milhões de toneladas em 2026. O volume é 3,2% superior ao colhido em 2025 e consolida o estado como o sétimo maior produtor de grãos do Brasil. 

Segundo o levantamento, a produção baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 13.256.520 toneladas neste ano, um acréscimo de 416.943 toneladas em relação ao recorde registrado em 2025, quando a safra somou 12.839.577 toneladas. Em comparação com a estimativa divulgada em maio, não houve alterações, indicando estabilidade nas perspectivas para a colheita.

O crescimento é puxado principalmente pela soja, milho da primeira safra e algodão herbáceo, culturas que seguem liderando a produção agrícola do estado

Soja

Principal produto agrícola da Bahia, a soja deve responder por 67,4% de toda a safra de grãos em 2026. A previsão é de uma colheita recorde de 8.929.800 toneladas, volume 3,8% superior ao obtido no ano passado, representando um acréscimo de 323,6 mil toneladas. 

O milho da primeira safra também apresenta desempenho positivo. A estimativa é de uma produção de 2.088.000 toneladas, alta de 8,1% em relação a 2025, o equivalente a mais 156 mil toneladas.

Já o algodão herbáceo deverá alcançar uma produção de 1.845.000 toneladas, crescimento de 2,8% frente ao ano anterior. Com esse resultado, a Bahia deve permanecer como o segundo maior produtor nacional da cultura, respondendo por 20,3% da produção brasileira. Apenas Mato Grosso aparece à frente, com previsão de colher 6,23 milhões de toneladas. 

Apesar do cenário favorável, nem todas as culturas devem apresentar crescimento. O milho da segunda safra tem previsão de queda de 11,5%, passando de 806,4 mil para 714 mil toneladas. Entre todas as culturas pesquisadas pelo IBGE, as maiores reduções estimadas para este ano são da cana-de-açúcar, com retração de 11,9%, do milho da segunda safra e da mandioca, cuja produção deve diminuir 3,8%.

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